
Rá! E aí gente bonita? Tudo baum? Como foram de carnaval? Eu tentei, vocês viram, tentei e tentei voltar com o blog em janeiro, mas é aquela coisa, o ano do brasileiro só começa depois do carnaval, né?
Louvado seja o nosso país! Ou não. Focando no assunto sem rodeios: Do que vamos conversar no primeiro post pós férias? BBB.
Ps.: Este artigo é diferente dos demais do Pega o Rato. Linguagem, tema, propósito e tamanho divergem do restante do conteúdo do blog.
Nesta semana estão no paredão Angélica, Dicesar e Dourado. Para mim não importa o tamanho do bigode da Morango ou a quegida Drag Queen. O advento do “sou jogador e daí” inaugurado na edição anterior abriu alas para um grupo de pessoas onde “ninguém é só vilão ou só herói”. O que é absolutamente verdade.
Será essa dualidade algo bom? Para o burburinho em torno do programa, sem dúvidas. Numa eleição onde, mais do que nunca, o público vota em quem mais odeia, o Marcelo Dourado sem dúvidas é o meu campeão, o número um na lista de ódio. Mas infelizmente não é o da grande maioria do Brasil. Mas porque?
O Big Brother dura 3 meses e alguma coisa, não somente 3 semanas. Quando a Globo finalmente conseguiu colocar-se na boca do twitter com a Tessália no programa e polemizar colocando gays assumidos, todo mundo começou a dizer que este seria o BBB dos coloridos, inclusive a rejeitada tuiteira.
A questão é que isso não gera audiência (por muito tempo), não faz radiar alguém que as pessoas julguem ser mais herói que vilão. “Então para que assistir o programa?” O povo precisava de alguém para se identificar, para amar, para odiar menos. Então, claro, a edição o fez. O escolhido foi o Dourado.
O vídeo acima mostra algumas das barbaridades do Marcelo Dourado que ficaram de fora das pílulas controladas dadas todas as noites no programa. Para quem assiste no pay-per-view o conteúdo acima não é nenhuma novidade, ou simplesmente é “relevado” em nome… em nome de que, meu Deus?
O Dicesar fez o favor de exagerar nas declarações sobre homofobia no começo do programa como uma forma de jogo, eis que a heresia da “heterofobia” tomou conta da boca do povo, e pronto, bastou colocar algumas cenas mostrando o lado vilão de um e o herói do outro para criar um vencedor, para criar alguém que as pessoas possam projetar seus medos e preconceitos de forma “aceitável”.
Não gosto do Dicesar, não gosto do Serginho e muito menos da Angélica. Não gosto de ninguém nesse programa. O intuito deste post é usar este espaço de forma diferente para mostrar o real problema: O povo ainda se identifica e apóia uma pessoa como o Dourado, que de brilhante e maleável não tem nada.
Marcelo Dourado é um termômetro, um retrocesso, um risco de voltarmos para a década de 80 quando a AIDS era tida como “o câncer gay” ou como “o castigo de Deus sobre os gays”, dentre tantos outros traços da personalidade dele além da homofobia, como o machismo, inclinação para violência, ignorância, etc.
O babado é certo? (Com trocadilho) Não, não é (com trocadilho).
As pesquisas estão aí, Dourado fica na casa em todas. Ele provavelmente ganhará o programa. Isto muda minha vontade de votar? Não, não mesmo. Só aumenta. Se você pensa o mesmo, vote! Vote muito!
Obs.: Este é o meu posto de vista. Se você tem um diferente e pretende expressá-lo nos comentários, o faça com educação. Economize-me o tempo de deletar um comentário. Fica a dica.